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  • Graça Amaral

CASA 60+

PROJETOS DE RESIDÊNCIAS LIVRE DE OBSTÁCULOS

Fonte: br.freepik.com


Com os novos hábitos e necessidades das pessoas que estão vivendo mais, desejando envelhecer com mais qualidade de vida e tendo que permanecer dentro de suas casas por conta da pandemia de Covid-19, surge a necessidade de adaptar suas residências.

Em nossos projetos de adaptação de casas e apartamentos confortáveis e seguros para a longevidade, que denominamos Casa 60+, priorizamos as necessidades específicas e as características físicas e sensoriais de cada usuário para garantir bem-estar, autonomia nas atividades diárias e maior qualidade de vida.

E mesmo que não exista nenhuma exigência legal que obrigue a adaptação de residências unifamiliares, em nossos projetos e obras de Casa 60+ aplicamos sempre os princípios do desenho universal e exigências da norma técnica NBR 9050 como referência.

Acreditamos que somente conhecendo com exatidão os parâmetros antropométricos de cada usuário da residência, é possível propor soluções de adaptação arquitetônica para garantir e até aumentar a capacidade das pessoas 60+ fazerem suas atividades diárias com autonomia, conforto e segurança pelo maior tempo possível.


A Casa 60+ personalizada vai gerar conforto, autonomia e evitar acidentes a toda a família.


Temos como premissas: descobrir o que faz bem e o que é qualidade de vida para o nosso cliente; promover a permanência da pessoa 60+ em sua residência por maior tempo possível; aplicar os princípios do desenho universal e os requisitos da norma NBR 9050 em projetos de residências unifamiliares e projetos institucionais de casas de repouso, cohousing e ILPI; atuar como facilitadores para ajudar os clientes a resolverem seus problemas de forma gradual; coordenar obras e reformas de modo que não afetem o dia-a-dia do cliente.


ENTENDENDO O CLIENTE

As necessidades das pessoas idosas mudaram e para oferecer soluções eficientes e adequadas para cada necessidade ou fase da vida do nosso cliente, é necessário definir e entender os seguintes conceitos:

  • Atividades da Vida Diária - São duas categorias de atividades que devem ser mapeadas para o desenvolvimento do projeto:

  1. Atividades Básicas da Vida Diária (ABVD), que dizem respeito aos cuidados de si próprio: autocuidado, mobilidade, alimentação, higiene pessoal, vestir/despir, calçar/descalçar.

  2. Atividades Instrumentais da Vida Diária (AIVD), são atividades do cotidiano, que permitem a integração da pessoa idosa na comunidade para gerir sua casa e sua vida: ir às compras, gerir seu dinheiro; utilizar o telefone; limpar; cozinhar, utilizar transportes.

  • Perfil Funcional da Pessoa – definição da capacidade funcional entre o envelhecimento fisiológico (senescência) e o envelhecimento patológico (senilidade).

Fonte: www.mgvaarquitetura.com

  • Mapa Comportamental – auxiliar na identificação das necessidades do cliente e dos ambientes da casa de maior uso.

  • Consultoria Multidisciplinar - diálogo entre arquitetos e profissionais das áreas de fisioterapia, terapia ocupacional e medicina funcional, para juntos encontrar as melhores soluções para a pessoa 60+.


VIVER MAIS E COM QUALIDADE DE VIDA

É um engano pensar que toda pessoa idosa hoje é dependente, não tem atividades para fazer e que fica o dia inteiro no sofá assistindo TV. Nos dias atuais, uma grande parcela das pessoas na terceira idade, depois de uma vida inteira sendo ativa e produtiva, quer aproveitar o tempo agora conquistado para fazer tudo que deseja e planeja, sem abrir mão de sua independência.

Com o avançar da idade é natural que o corpo vá mudando. É normal observar alterações de visão, audição, resistência física e equilíbrio, e por conta disso, para continuar ativo e ter um envelhecimento saudável é importante ficar atento a essas novas condições físicas. Uma forma de garantir uma vida longa e com qualidade é pensar nos ambientes, mobiliários e equipamentos da casa e adaptá-los para essa nova fase de vida.

Caso não se tome as devidas providências, acidentes podem comprometer nosso envelhecimento saudável e nossa tão estimada independência. As causas mais comuns de acidentes domésticos são quedas por escorregamentos em pisos polidos e por desequilíbrio no sistema nervoso autônomo, denominado disautonomia.

É importante saber em que locais da casa esses acidentes mais frequentemente ocorrem. E diferentemente do que se espera, acontecem no trajeto entre os cômodos, entre dormitório, banheiro, sala e cozinha. O sintoma de disautonomia primeiramente aparece quando a pessoa se levanta rapidamente da cama ou sofá, causando tontura e perda de equilíbrio. Para evitar acidentes é necessário fazer melhorias nas casas e apartamentos, adaptando todos os seus ambientes – banheiros, cozinhas, salas, dormitórios e áreas externas.


PARÂMETROS DE PROJETOS

Parâmetros antropométricos padronizados são tradicionalmente utilizados na arquitetura. Eles são baseados nas características médias da população e não devem ser usados como única referência para os projetos de casas seguras para a longevidade devido à grande diversidade de características físicas da população idosa brasileira. Devemos considerar estas medidas personalizadas para cada usuário:

  • Altura dos ombros: saber essa informação permite projetar e instalar móveis de forma adequada, uma vez que pessoas idosas, em sua maioria, têm dificuldade de alcançar e sustentar objetos pesados, quentes, ou de uso frequente acima da altura de seus ombros. O ideal será instalar prateleiras de armários e eletrodomésticos na cozinha e cabides nos dormitórios, nesta altura máxima para diminuir o esforço no uso e evitar acidentes.

  • Altura dos joelhos: é importante projetar assentos de modo que quando a pessoa está sentada, os joelhos devem formar um ângulo maior de 90 graus e ter a planta dos pés inteira no chão para não criar um esforço desnecessário e prejudicial nas articulações na hora da pessoa idosa levantar ou sentar. Para garantir o menor esforço no uso do mobiliário, o ideal é ter sofás, poltronas, cadeiras, bancos e camas sempre em uma altura que permita à pessoa idosa quando sentada manter a planta dos pés inteira no chão e os joelhos dobrados em ângulo um pouco maior de 90 graus.

  • Altura dos braços: para permitir à pessoa fazer o trajeto seguro entre os ambientes é necessário saber a altura do braço dobrado para a instalação de barras de apoio, evitando quedas e permitir que façam as atividades diárias normais com segurança e autonomia.

  • Faixa de alcance universal: todos os utensílios e acessórios, tomadas, interruptores e comandos devem ser implantados nas alturas indicadas de acordo com a figura abaixo.

Fonte: www.mgvaarquitetura.com






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